" Eu sabia que podia acreditar em você. Ai, quando eu me lembro das pessoas que riam de mim e diziam: ‘ menina, não fale do que não sabe, você nem mesmo chegou a conhecê-la... pobre garota’. Mas eu sabia, esperança, sabia que eu já tinha te conhecido antes mesmo de nascer; tinha certeza de que no momento em que fui gerada, na composição dos gametas que me formaram você estava presente; nunca duvidei de que você é que sempre foi minha amiga secreta, imaginária, mas real. Tentaram atrapalhar nossa relação firme, tudo entre nós sempre foi subentendido: nunca precisei gritar-te apoio e você nunca precisou mostrar-se a todos, sempre bastou assim. E talvez por isso declaravam-me doida, diziam que eu precisava de tratamento, dos piores – choque de realidade. Mas eu levantei bandeira a favor da minha insanidade, me assumi louca e sempre te apoiei. No entanto, durante alguns dias frios e nublados eu pensei ter te perdido de vista. Você insistia em brincar de um pique ...