Esperança
" Eu sabia que podia acreditar em você. Ai, quando eu me lembro das pessoas que riam de mim e diziam: ‘menina, não fale do que não sabe, você nem mesmo chegou a conhecê-la... pobre garota’.
Mas
eu sabia, esperança, sabia que eu já tinha te conhecido antes mesmo de
nascer; tinha certeza de que no momento em que fui gerada, na composição
dos gametas que me formaram você estava presente; nunca duvidei de que
você é que sempre foi minha amiga secreta, imaginária, mas real.
Tentaram
atrapalhar nossa relação firme, tudo entre nós sempre foi subentendido:
nunca precisei gritar-te apoio e você nunca precisou mostrar-se a
todos, sempre bastou assim. E talvez por isso declaravam-me doida,
diziam que eu precisava de tratamento, dos piores – choque de realidade.
Mas eu levantei bandeira a favor da minha insanidade, me assumi louca e
sempre te apoiei.
No
entanto, durante alguns dias frios e nublados eu pensei ter te perdido
de vista. Você insistia em brincar de um pique - esconde por trás da
minha fé.
Só
que agora esperança querida, percebo que você pouco a pouco reaparece.
Vejo-lhe florescer em cada florzinha, vejo-a ressurgir em cada raio de
sol, sinto-te cada vez que brisa acaricia minha face, escuto-te em cada
cantar de cada passarinho, confirmo-te nas boas novas.
E as notícias ruins? Ah minha cara, elas sempre existem e uma hora elas melhoram."

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